O Envio dos Discípulos

É o último ato de Jesus descrito pelo evangelista Mateus. E Jesus o faz com autoridade, “Toda a autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue(cf. Mt. 28,18). É o Jesus glorificado, exercendo o seu poder tanto na terra como no céu, o poder sem limites que recebeu de seu Pai. Ele envia os que chamou para estar com ele, confia-lhes a missão de transmitir a todas as nações tudo aquilo que ele havia lhes ensinado. “Ide, portanto, fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo que vos ordenei” (Mt. 28,19-20a).

Anunciar a todas as nações significa que a sua mensagem é universal, não se restringe a um determinado grupo ou classe e fazer que estas nações tornem-se seguidores do seu ensinamento requer dos seus enviados o verdadeiro testemunho, um testemunho capaz de converter corações, capaz de direcionar aqueles que vivem vagando, de iluminar a vida de quem está nas trevas.

Todos nós cristãos fomos chamados e estamos sendo enviados para anunciar a Boa Nova de Jesus entre todos os povos,  Este ensinamento pode ser feito através da palavra e principalmente através da vida, do testemunho. É na alegria de viver o nosso ser cristão que mostraremos o sentido que tem Cristo para as nossas vidas.

O cristão é chamado a viver uma relação de amor que qualifica a sua vida, pois, “na verdade, é Deus que produz em nós tanto o querer como o fazer, conforme o seu agrado” (Fl 2,13). A vida divina age incessantemente na nossa pessoa. Exige dela um modo de vida coerente com os ensinamentos de Jesus Cristo  pois, estes tornam-se vida interior: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. Minha vida presente na carne, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20).

Metódio Techy, OSBM.

 

Ícone

 

Muitas  são as pessoas que perguntam: por que as
               igrejas ucranianas (orientais) possuem apenas ícones (imagens) e não são também adornadas com estátuas? O fato é que algumas igrejas ucranianas aqui no Brasil possuem estátuas no seu interior, mas isto por inculturação, isto é, influência dos costumes da Igreja Latina, pois a espiritualidade  oriental é retratada através dos ícones. É  uma espiritualidade mais contemplativa, sensitiva.

A palavra ícone provém do grego eikon que quer dizer imagem. Os ícones da Igreja Oriental são feitos após muita oração, contemplação, jejum e estudo, não é uma simples pintura. “Escrever” um ícone é um ato religioso e não apenas artístico. Acredita-se que por intermédio dos ícones os santos exercem seus poderes benéficos, são considerados poderosos intrumentos de graça.

Para uma pessoa que olha um ícone pela primeria vez tem-se a impressão de estar diante de uma imagem “séria”, com traços do corpo como que “distorcidos”. Isto acontece porque o ícone tem um estilo especial, não é uma mera representação da vida como nós vemos e compreendemos. As faces dos ícones não são retratos comuns, mas descrevem a presença divina no ser humano, mãos e dedos não são nada naturais.

O ícone nos leva à  contemplação, à  oração, transcende o próprio objeto. È uma janela através da qual avistamos  um horizonte vasto e  explêndido, nos leva a contemplação do mistério. Podemos comparar com uma pessoa que nos aponta com o dedo a lua a ser admirada. Devemos olhar (contemplar) a lua e não o dedo que a indica. Assim o ícone é aquele que nos indica o mistério.

O ícone possui profunda riqueza teológica e espiritual a qual envolve uma profunda vivência contemplativa do mistério da revelação.

Irineu Letenski, OSBM

 

A vida moderna exige das pessoas a identificação com certos modelos, ou símbolos de alguma realidade que norteiam a vida da pessoa. Isso faz com que as pessoas identifiquem o seu modo de ser e de agir de acordo com este ídolo, modelo.

Mas a grande verdade é que hoje o mundo carece de verdadeiros modelos que sirvam de referencial de vida.  Porém, aquele que confessa  ser cristão e diz crer em Cristo e na sua Palavra, não precisa de outro modelo. Cristo é a pré-figuração do mundo, é o modelo do ser humano por excelência, é o Senhor da História pois, tudo foi criado nele e por ele.

O  próprio Cristo demonstrou a verdade deste fato por meio de sua existência histórica, com sua vida, convida a sermos seus discípulos e o seguirmos na nossa realidade existencial. Seguir o caminho de Cristo é deixar-se guiar pela graça do Espírito Santo e ter as mesmas motivações que Cristo teve. Acima de tudo é respeitar a vida e promover a dignidade do ser humano. É ser  protagonista da história,  atendendo ao chamado de Deus para transformar  o mundo e cooperar na realização do Reino de Deus já  neste mundo, incluindo a todos, sem discriminar, excluir ou  subjugar alguém, mas amar a todos, pois todos são chamados a participar do Reino de Deus.

Seguir  um modelo é identificar-se com ele. Cristo revela o amor ao Pai e aos irmãos, mas um amor concreto  traduzidos em obras,  a vida e não só com palavras. Então, ser cristão é identificar-se ao nosso modelo, ou seja, Cristo. Por isso, o cristão é chamado a praticar o bem a todos, a exemplo de Cristo; “Aquele que fez o bem a todos“ e obedece ao conselho de Cristo: “Aquilo que quereis que lhe façam, fazei isto aos outros“.

 

Drogas

 

Droga é toda a substância  que, em contato com o organismo, provoca nele uma modificação. Existem aquelas que são comercializadas livremente com o álcool, tabaco, alguns medicamentos; outras são comercializadas de maneira clandestina, tais como a maconha, cocaína, crack, alucinógenos entre outros.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde, está mais sujeito ao uso das drogas o indivíduo: que nao tem informação adequada sobre o efeito das drogas, com saúde deficiente, insatisfeito com sua qualidade de vida (falta ou excesso), com acesso fácil às drogas. Em contrapartida, tem menor risco do uso abusivo de drogas a pessoa  bem informada, com boa saúde, bem integrada na família e na sociedade, com difícil acesso as drogas.

A família é um núcleo importante, não só de transmissão de informações, como na formação da identidade e personalidade dos seus membros. A educação preventiva, assumida pela família e órgãos competentes, ainda é a melhor forma de combater as drogas. É melhor previnir do que remediar.

Um fato importante: muitas pessoas adultas (pais, tios) esquecem que boa parte da educação do filho se dá pela observação atenta que ele faz das atitudes familiares. Podemos perguntar: Quantos pais já não se alcoolizaram na frente dos filhos? É comprovado também que os adolescentes que convivem com tabagistas estão sendo diariamente estimulados a fumar. Isso é muito perigoso, é preciso principalmente ser um bom exemplo para ele.

Na educação é preciso afeto, carinho, abertura ao diálogo. É importante também apresentar  um limite à criança  desde os primeiros anos de vida.

O papa João Paulo II na Conferência Internacional do Pontifício Conselho Pastoral da Saúde (Droga e alcoolismo contra a Vida) alerta  jovens: “Quero dizer mais uma vez, com apaixonada solicitude: guardai-vos da tentação de certas experiências ilusórias e trágicas. Não vos entregueis a elas. Para que entrar e m um  beco sem saída? Para que renunciar à plena maturação dos vossos anos,  aceitando uma velhice precoce? Para que estragar a vossa vida e as vossas energias, quando podeis encontrar uma feliz afirmação nos ideais da honestidade, do trabalho, do sacrifício, da pureza, do amor verdadeiro?”

O  papa apresenta  também algumas pistas para o combate as drogas. “Não se combatem, queridos irmãos, os fenômenos da droga e do alcoolismo nem se pode conduzir  uma eficaz ação para a recuperação das vítimas, se não se recuperarem preventivamente os valores humanos do amor e da vida, os únicos capazes, sobretudo se iluminados pela fé religiosa, de dar significado pleno à nossa existência”.

A vida é o maior dom de Deus, estragá-la ou acabar com  ela é  uma grande “bobeira”. Devemos amar a vida  , cuidar dela  e prevenir-se contra todo o tipo de drogas.

Irineu Letenski, OSBM

 

Sexualidade

 

A sexualidade hoje está revestida de preconceitos, reduz ao físico e corporal. A educação, a história, a mentalidade da sociedade em geral se reduz  ao prazer carnal.

Entretanto isto não é a  nossa  verdadeira  natureza. Não por criação de Deus, nem evolução humana. Esse comportamento é produto  da  opção humana, que se tornou  social e histórica. É necessário superar a esfera biológica para estender-se àquela social, relacional, moral, espiritual.

A sexualidade realiza e complementa a pessoa humana. O caminho para a complementação humana é a sexualidade,  como dimensão integralizadora, como dinâmica para um tu diferente. O encontro das pessoas tem por finalidade a doação de si. O amor é bem maior que o desejo sexual.

Sem a realização da própria sexualidade, o ser humano fica incompleto, sem oblatividade e incapaz de responsabilidade  com Deus, pois  só vamos a Deus através de seus sinais.

Na base da integração do casal  está o amor autêntico, responsável. O esposo e a  esposa amam-se verdadeiramente quando são responsáveis perante Deus e realizam o seu plano de amor em relação à vida humana. É preciso procurar a integração afetiva mútua, a qual vai muito além do físico. Uma paternidade responsável implica não apenas por filhos no mundo, mas também empenhar-se pessoalmente no seu crescimento e na sua educação.

A sexualidade humana não é uma força destrutiva ou perigosa, mas uma energia positiva, confiada à  responsabilidade da pessoa que pode usá-la  para o bem, respeitando os vários estágios do desenvolvimento. Não se reduz somente ao ato genital, mas através de uma sexualidade integrada, vivida num bom relacionamento com o nosso próximo.

A sociedade contemporânea tem  necessidade do testemunho de famílias que perseveram na união, na sua integridade. Isto requer uma caminhada de  dedicação, entusiasmo, perseverança e amor.

 

Lição de Vida

 

Os pais que tiveram de trabalhar

para vencer na vida têm a tendência

de tornar tudo mas fácil para seus filhos,

negando-lhes a disciplina da luta

que deu tão certo com eles.

Esses pais recordam-me uma pessoa

que colecionava borboletas;

uma vez, ficou com pena de ver

os esforços que o inseto fazia

para sair do casulo e o cortou

com a unha para ajudá-lo.

A borboleta nunca conseguiu voar...

(Charles F. Kettering)

 

 

Quer ser um talento?

 

Você já pensou em ser  um talento? Afinal, quem não quer ver  e  trabalho e seu nome reconhecidos. Para isso não é preciso pensar apenas em ser um talento reconhecido, mas também  nas implicações e no processo de como se tornar  um talento. Para isso, acompanhe as dicas que seguem. Penso que podem lhe ser muito úteis.

1. Faça mais que os outros. Para se tornar um talento não basta fazer algo a mais ou trabalhar mais do que os outros: é preciso trabalhar de forma inteligente. Uma maneira de expressar essa virtude, diferenciando-se dos seus colegas, é administrar com eficiência o seu horário livre. Troque a novela das sete ou das oito por um curso, por exemplo, aulas de inglês, espanhol, cursos de retórica e redação entre outros.

2. Aplique o seu conhecimento. Fazer cursos, treinamentos muitas pessoas fazem. A diferença está em aplicar no seu dia-a-dia. Cientistas estimam que usamos somente 5% do que aprendemos. É muito pouco. Tenha mais coragem para dar idéias, mudar sistemas ou procedimentos. Avalie o impacto das sugestões que deseja que sejam implementadas.

3. Persista. Ninguém se torna um talento da noite para o dia. É preciso planejamento, investimentos e muita persistência. Não desista facilmente. Lembre-se: mais importante do que a motivação é a automotivação, tenha sempre em mente seus objetivos.

4. Procure ousar. Em qualquer época da história mundial, pessoas que fizeram a diferença ousaram. É claro que não sugiro que você corra riscos desnecessários, mas o problema é quando evitamos todos e qualquer risco. Procure avaliar o risco, calcule se seu desempenho pode ser superior ao desafio é vá em frente.

5. Aceite responsabilidades. A grande maioria das pessoas perdem inúmeras oportunidades  simplesmente por temer o novo. Procure aprender algo além de suas atividades rotineiras. As oportunidades surgem quando você menos espera. Dificilmente alguém lhe dirá: “Você irá precisar disto, prepare-se”. Aceite o desafio, procure novos caminhos, faça acontecer.

6. Acredite na sua intuição. Nem sempre teremos todos os dados e informações para a tomada de uma decisão. Sabe aquela voz bem baixinha que fica dentro da sua cabeça insistentemente? Então, ouça-a! Podemos alcançar grandes resultados acreditando e aprendendo a ouvir nossa intuição. Talvez você esteja percebendo algo da qual ninguém se deu conta.

Pense nessas questões e as coloque em prática no seu dia-a-dia!!!