BATISMO: fonte de todas as vocações

“Avancem para as águas mais profundas” (Lc 5,4)

 

Neste ano de 2003, a Igreja Católica no Brasil vai de encontro ao apelo da Carta apostólica “Novo Millennio ineunte”, o qual convoca a Igreja do terceiro milênio a estimular todos os batizados e crismados a tomarem consciência da sua própria e ativa responsabilidade  na vida eclesial (nº 46). Neste documento, fica bem claro a necessidade de chamar novos operários para a messe do Senhor. Ao mesmo tempo, sente-se a urgência de abrir caminho àquele “mistério da vocação” que co-envolve o relacionamento que Deus instaura com cada pessoa.

Vimos, ao tratar do batismo, que ele é o sacramento que introduz a pessoa na Igreja de Cristo e a constitui sujeito de direitos e deveres. O Batizado tem a obrigação de ser fiel ao compromisso firmado entre ele e o Criador. Todo batizado é chamado a dar testemunho d’Aquele que passou a ser o fundamento da sua vida. O sacramento do batismo nos tira da condição de simples criaturas de Deus e nos eleva à condição de filhos. Nós temos o dever de nos comportar como verdadeiro filhos de Deus.

O tema deste ano tem por objetivo conscientizar todos os cristãos da grande missão que têm diante de um mundo incrédulo, ganancioso, desvirtuado, imoral, desesperançoso, onde a semente da Palavra de Deus custa a germinar. Sendo assim, todos nós somos chamados a ser presença viva da mensagem de Deus. Devemos dar testemunho de fé, partilha, amor, esperança e sobretudo devemos demonstrar compromisso com a vida e com o próximo, pois não há outra forma de dar testemunho, ser mensageiro da Boa Nova de Cristo, a não ser em obras concretas que visam o bem de todos.

Este convite é feito a cada um de nós, cristãos, que  pelo  batismo nos comprometemos com a Igreja de Cristo, mas que por diversas razões deixamos esfriar em nós a chama que queima, ilumina e aquece os corações daqueles que não tiveram a graça de conhecer e viver como o cristianismo. A Igreja precisa de mim e de você, independente da profissão que exerce e da vocação que escolheu. Somos todos convocados a participar de forma responsável na missão de levar o Evangelho de Cristo, fonte de esperança  para o homem e de renovação para a sociedade.

“Grande é a messe, mas poucos são os operários.        Rogai ao Senhor

da messe que mande operários para a sua messe” (Lc 10,2).

 

Metodio Techy, osbm

 

Quaresma

        

         A quaresma é o tempo oportuno para rever a nossa relação com Deus, com o próximo e consigo mesmo. Também é o tempo de conversão, principalmente de converter o nosso coração para Deus, pois a nossa peregrinação terrena é um constante  conflito: ora estamos juntos com Deus e ora nos distanciamos de Deus. Porém, Deus sempre permanece fiel e nunca abandona seus filhos; sua misericórdia, seu amor superam toda infidelidade do povo. Vemos isto na Sagrada Escritura, desde o Antigo Testamento que nos ilustra o relacionamento de Deus com o povo de Israel.

            Mas hoje, o que é celebrar a quaresma, numa era tão materialista, que parece esquecer totalmente de Deus? É justamente nisso que consiste o significado deste tempo penitencial: é tempo de converter-se, de voltar seu coração para Deus. Consiste em dar lugar para Deus em nossa vida, mudando as nossas atitudes, como nos diz São Paulo, revestir-se do Homem Novo, o Cristo, ou seja, participar da humanidade de Cristo.

            É tempo de ouvir, escutar a Palavra de Deus, para aprofundarmos nossa espiritualidade e nos reconhecermos pecadores e pedirmos perdão pelos nossos pecados. É voltar para a casa do Pai, como fez o filho pródigo e, acima de tudo, ser humilde, superando o nosso orgulho e reconhecendo-se filhos de Deus.

         Portanto, quaresma é tempo determinado para trabalharmos sobre nós, nosso meio e nossa relação de intimidade com Deus e com sua Palavra. É o tempo de reflexão sobre os passos que damos rumo à casa do Pai celeste. E  você, caro irmão e irmã, para o quê orienta a sua vida? Quaresma é tempo de penitência, oração e jejum. Reflita sobre o caminho de sua vida e nunca desista de Deus, pois Ele está sempre próximo de você. Talvez é você mesmo que está longe Dele e de sua vontade. Pense! Reflita! Caminhe com Jesus e perceba as maravilhas que Ele opera em sua vida e não esqueças que fomos feitos para sermos santos e perfeitos em Cristo (Ef 1,1-5). Deixe Jesus Cristo ser a luz de sua vida e serás realmente feliz

Nelson Antonio Petriw, OSBM

 

 

30º Congresso Da

Juventude Ucraíno

Católica Brasileira

        

            O Congresso da Juventude Ucraíno Católica Brasileira, que foi realizado entre os dias 8 e 9 de fevereiro em Papanduva (SC), contou com a presença de aproximadamente 400 jovens de várias regiões de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e jovens vindos do exterior; do Paraguai e da Argentina. Também teve presença da sua excelência dom Efraim Basílio Krevey, Eparca para os ucranianos no Brasil e demais sacerdotes.

            O 30º Congresso foi organizado pelo grupo de jovens de Papanduva e teve como coordenador O Irmão Jaime Nogas, OSBM, o qual demonstrou muito afinco para que o mesmo acontece da melhor forma possível.

            A temática do 30º Congresso, ressaltou a importância da família e das dificuldades que obstaculizam a formação de famílias bem estruturadas.

            Os conferencistas, Aenor Lotério e o Pe. Vilmar Adelino Vicente da diocese de Joinville, em suas exposições destacaram que a cultura do imediato, do supérfluo, eliminou do seio familiar, e especialmente do meio da juventude, valores básicos familiares e especificamente a capacidade de renúncia, de saber esperar, e isto acabou gerando a moda da infidelidade e a falta de confiança e respeito no outro. Assim, os contra-valores apresentados nos meios de comunicação social, tornaram-se valores absolutos, tomando o lugar do dialogo, da oração, da amizade e da convivência familiar.

            Também destacaram a importância da oração no núcleo familiar no seu dia-a-dia. Alem disto, apresentaram um modelo diferente da figura de Pai e Mãe. O pai não deve ser somente o “macho”, mas deve ser a segurança da família, o amigo e companheiro, compartilhando com a mulher a vida familiar. A mulher por sua vez tem a mesma missão e deve ser o exemplo mariano de Igreja doméstica.

            Jovens, reflitam sobre esta bela vocação e não se esqueçam que o amor é baseado mais na perseverança que na inteligência. Não se deixem iludir por momentos de delírios entregando-se ao prazer momentâneo, mas vivam o amor verdadeiro e sincero conforme a vontade de Deus em vossas vidas, vendo na pessoa do outro, um ser criado por Deus e não um objeto a ser usado. Confiem em Deus e sejam fieis a Ele. Só assim sereis realmente felizes.

Nelson Antonio Petriw, OSBM

 

 

Festa da Páscoa: Páscoa

de todos Nós

 

Cristo ressurgiu de fato. Eis a grande nova
que se ouviu na manhã deste dia em Jeru
salém. Notícia que desconcertou os inimigos de Cristo e os encheu de profundo terror. Nova que reacendeu as esperanças nos corações dos discípulos e que até hoje continua  sendo fonte de esperança segura e de imperecível alegria. A ressurreição é a vitória de todos nós. Foi o complemento necessário da morte, pois, sem a ressurreição, a morte de Jesus Cristo teria sido inútil.

Estamos tão habituados à ressurreição de Cristo, que mal  percebemos sua importância. Compreendemo-la melhor, se imaginarmos o que seria se Jesus Cristo não tivesse ressurgido. De que nos serviria um Cristo morto? Sua morte teria sido vã, pois que morto não poderia ser o tronco que nos vivifica. Cristo teria sofrido o mais cruel desmentido, pois predissera sua ressurreição, e portanto não poderíamos crer nele. Não poderia reger a Igreja, pois um morto não pode ser a Cabeça do Corpo Místico. Tudo, tudo no cristianismo seria loucura, se Jesus não tivesse ressurgido. Mas Cristo ressurgiu. Nós o cremos. Nós temos desta ressurreição uma certeza plena, pois que consta com todas as possibilidades de certeza histórica. Nada mais certo existe na história. Por isso sabemos que Cristo vive. Não morreu em vão, mas sua morte é realmente a fonte da vida sobrenatural para todos. Pela ressurreição, Jesus confirmou definitivamente sua palavra e sua doutrina. Sabemos que, vivo, rege a Igreja, é o tronco donde nos vem a seiva da graça, vivemos nele, com ele e por ele, vivemos dele esta vida de nossa alma em Deus.  

A ressurreição não é apenas algo que aconteceu a Jesus. Como vivemos dele, sua vida é nossa vida: uma vida de ressuscitado. É certo que ainda estamos na Igreja Militante, na esperança da nossa ressurreição definitiva, esta que nos fará viver em Cristo imperecivelmente. Mas até certo ponto já vencemos: o Cristo que vive em nós e no qual nós vivemos é o Cristo glorioso. A vida sobrenatural que vivemos, já é vida de vitória, vida de ressuscitado. Cristo vive em nós sua vida de ressuscitado. E nós nele vivemos vida de ressuscitados do pecado para a santidade de Deus, vida nova. Vivemos ainda a possibilidade concreta e próxima da vitória definitiva. Ressurgimos, pois, com Cristo pela graça. A Páscoa de Jesus Cristo é Páscoa de todos nós.

Não esqueçamos que ainda estamos em fase de luta e que tudo podemos perder. Vigiemos, pois, e oremos. Não esqueçamos tampouco que a vitória já está em nós, o Cristo ressuscitado é nossa vida sobrenatural. Vivamos na realidade da luta com a certeza da vitória, vivamos da esperança da Páscoa eterna. 

                                               Luis Caciano, OSBM

 

2003 – Ano da família Ucraniana

 

            No dia 8 de janeiro, dia da Sagrada Família segundo o calendário Juliano, o Arcebispo – Mor da Igreja Católica Ucraniana, Cardeal Liubomyr Huzar proclamou o ano de 2003 como ano da Família Ucraniana. A Igreja, neste ano fará uma pastoral familiar entre a juventude, incentivando os jovens para se preparar com seriedade à vida familiar. Durante a Sagrada Liturgia, o Arcebispo abençoou um ícone que no decorrer do ano visitará os lares, diante do qual cada família fará suas preces pela renovação da família ucraniana.

( Fonte: Prácia 2003)

 

DOMINGO DE RAMOS

 

            A entrada de Jesus em Jerusalém causou grande repercussão. Na sua chegada em Israel, quando foi aclamado Rei, causou profunda admiração em muitas pessoas e grande espanto em outras. O Rei que era esperado com pompas, surpreendeu a todos chegando montado em um jumentinho, para mostrar justamente o contrário daquilo que normalmente se costumava ver.

            E nós hoje, de que maneira aclamamos Jesus? Ou se estivéssemos em seu lugar sendo aclamados reis, de que maneira nos comportaríamos? Certamente que escolheríamos a melhor carruagem, exigiríamos tudo o que de melhor existisse materialmente, buscando encobrir todos os possíveis defeitos que tivéssemos. Mas de que nos adiantaria encobrir as nossas misérias humanas, se na verdade não mudaria em nada aquilo que somos.

            Jesus nos mostra justamente isso, que devemos manifestar nossa grandeza através de nossa humildade, de nossa simplicidade, de nosso jeito sincero de ser. Não importa o que temos, importa sim aquilo que somos, aquilo que manifestamos na nossa vivência cotidiana, no nosso relacionamento familiar, na escola, no trabalho, ou em qualquer outro ambiente em que nos encontramos.

            Jesus quer entrar em nossa vida; basta que nos estejamos dispostos a acolhê-lo, na pessoa do irmão que sofre, que têm fome, que está enfermo, que necessita de um abraço, um sorriso ou uma demonstração de carinho. Jesus necessita de um lugar en nossa vida para transformar nossa existência.

            Por isso, amigo leitor, neste período quaresmal é bom refletirmos um pouco, para ver que espaço estamos dando para Deus em nossa vida, que espaço damos àqueles que necessitam de nós, que espaço damos para nós mesmos, para o nosso próprio cultivo espiritual? Será que não nos deixamos levar cegamente por tudo aquilo que o mundo nos coloca?

            Aclamar a Jesus Rei hoje é deixá-lo entrar em nossa existência e transformar o nosso interior, deixá-lo reinar em nossas vidas. Por isso, é bom que nos preparemos devidamente para vivermos cada vez mais próximos de Deus. A quaresma, em especial o Domingo de Ramos, dia da Vigília Pascal, é o momento mais oportuno que temos para pedir perdão a Deus e retornar à casa do Pai, vivendo a Vida Nova que Cristo nos trouxe através de sua Paixão, Morte e Ressurreição.

Antônio Zubek,OSBM

 

Poesia

 

“A vida não é um corredor reto e tranqüilo que nós percorremos livres e sem empecilhos, mas um labirinto de passagens, pelas quais nós devemos procurar nosso caminho, perdidos e confusos, de vez em quando, presos em um beco sem saída.

Porém, se tivermos fé, uma porta sempre será aberta para nós, não talvez aquela sobre a qual nós mesmos nunca pensamos, mas aquela que definitivamente se revelará boa para nós.” (A. J. Cronin)

 

Os dez pergaminhos do sucesso

 

 1.O pergaminho número Um: “Hoje começo uma nova vida”.

2. O pergaminho número Dois: “Saudarei este dia com amor no coração”.

3. O pergaminho número Três: “Persistirei até alcançar êxito”.

4. O pergaminho número Quatro: “Eu sou o maior milagre da natureza”.

5. O pergaminho número Cinco: “Viverei hoje como se fosse meu último dia”.

6. O pergaminho número Seis: “Hoje serei senhor de minhas emoções”.

7. O pergaminho número Sete: “Rirei do mundo”.

8. O pergaminho número Oito: “Hoje centuplicarei meu valor”.

9. O pergaminho número Nove: “Agirei agora”. (O agora é tudo o que tenho. O amanhã é o dia reservado para o trabalho do preguiçoso).

10. O pergaminho número Dez: “Suplicarei ao Senhor da vida apenas por orientação para que eu venha a saber a maneira de adquirir e agir para ser atendido em minha suplica”.

(extraído do livro: O maior vendedor do