Quem dizem os Homens que eu sou?”

“O Cristo da nossa fé”

 

            Vivemos o momento pascal,
um momento forte em que a partir da nossa fé sólida anunciamos a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo e o apresentamos como a esperança da própria ressurreição. É assim que Cristo se apresenta: “Eu sou a ressurreição”.

Cristo não apenas ressuscitou, mas nos assegurou que todo aquele que nele crer não morrerá, pois será ressuscitado no último dia. Somos discípulos deste Cristo que veio ao mundo para revelar o Pai e a sua misericórdia que foi capaz de entregar o seu próprio Filho que por muito amar, perturbou os que não tinham amor e estes o capturaram, condenaram, crucificaram e sepultaram, mas no desfecho se decepcionaram profundamente, pois Ele ressuscitou dentre os mortos e nos assegurou que no último dia seremos arrebatados para estar junto dele.

“Eu sou a ressurreição!”. Este é o Cristo da nossa fé. Pela fé temos a esperança e a certeza da ressurreição. Cristo verdadeiramente ressuscitou, apareceu aos seus discípulos, às mulheres e até mesmo ao incrédulo Tomé. Este precisou querer tocar na ferida de Cristo para crer. Duvidou, mas creu e exclamou: “Meu Senhor e meu Deus!” Mas Jesus conclui: “Porque viste, creste. Felizes os que não viram e creram” (Cf. Jo 20, 24-29).

No mundo de hoje, assim como Tomé, queremos tocar, ver, sentir tudo para crer e muitas vezes nem mesmo assim cremos, Cristo diz que bem-aventurados são aqueles que não viram e creram. Busquemos à luz da nossa fé sentir a presença do ressuscitado em nossas vidas e depositemos nele toda a nossa esperança da ressurreição no último dia.

                        Metodio Techy

 

Ordenação Diaconal

 

 

Mês de maio é o mês das mães, mês de Nossa
                     Senhora, mas também é um mês  marcante para nós todos e para o nosso colega o subdiácono Metódio Techy, OSBM, o qual para a alegria de todos nós, receberá a Ordem do Diaconato, pela imposição das mãos de Sua Excelência Reverendíssima Dom Volodêmer Koubetch, OSBM.

Desde já convidamos a todos que quiserem organizar-se e ir participar desta grande solenidade que acontecerá na Igreja Nossa Senhora do Patrocínio em linha Esperança -  Prudentópolis, no dia 16 de maio.

Radiantes com esse acontecimento, queremos expressar o nosso reconhecimento e gratidão pelo seu companheirismo na comunidade basiliana e em meio aos fiéis do rito ucraniano. Que o Divino Espírito Santo o guie pelos bons caminhos. Que Nossa Senhora lhe cubra com o seu Manto Sagrado, protegendo-o e  dando forças para que possa colaborar ainda mais para o crescimento da nossa Igreja.

Sejamos gratos a Deus por mais esse momento e rezemos na sua intenção para que seja bom propagador do Reino de Deus em meio a este querido povo ucraniano que o espera de braços abertos.

                                     Mario Marinhuk

 

A Divina Liturgia de São João Crisóstomo

O povo ucraniano, na celebração litúrgica segue
                o rito oriental bizantino, que é diferente da liturgia romana do rito latino.

A celebração da Divina Liturgia é lembrar a memória da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, em outras palavras na liturgia celebramos a Eucaristia e pela comunhão eucarística que recebemos, recebemos o próprio Cristo. A Divina Liturgia nos lembra a pessoa de Jesus Cristo de seus mistérios da sua vida sobre a terra.

A divina Liturgia do rito bizantino é cheia de simbolismo e ao falar de simbolismo ela divide-se em quatro partes:

1.           A primeira parte vai das oferendas até a procissão do Santo Evangelho e simboliza a vida oculta de Jesus;

2.           A segunda parte vai da procissão do Santo Evangelho até a procissão do ofertório, e simboliza a vida pública de Jesus;

3.           A terceira parte vai do ofertório até depois da comunhão e simboliza a vida padecente de Jesus (paixão e morte);

4.           A quarta parte depois da comunhão até o fim, e simboliza a vida gloriosa de Jesus Cristo (Ressurreição).

Na liturgia latina renovada o sacerdote (celebrante) é considerado como o presidente da assembléia, por isso celebra de frente para o povo.

Na Divina Liturgia Bizantina, o celebrante, celebra de costas para o povo, porque é considerado mais como guia, o introdutor dos fiéis ao banquete eucarístico, é como o pastor que “caminha diante do rebanho”, para conduzir o povo à fonte de graça e de salvação. O sacerdote que celebra representa o Cristo caminhando diante de seus discípulos.

Mas, durante a santa Missa, o sacerdote volta-se várias vezes para o povo, para transmitir os ensinamentos de Cristo e desejar a paz; duas vezes o sacerdote-celebrante anda em procissão, com o Santo Evangelho e no ofertório, para representar Cristo andando no meio do povo, transmitindo seus ensinamentos, seus preceitos e anunciando a Boa Nova.

Melecio Kraiczyi, osbm

 

 

 

 

Nossa Senhora - A Inspiradora de Todas as Mães

 

Para vir a habitar nesse mundo, Deus escolheu
                  a mediação de uma mulher. Ele quis  ter mãe como todos nós temos, encarnou-se por meio de uma mulher, a bendita entre todas as mulheres. Tomou forma humana como nós no seio materno da Virgem Maria.

Maio, mês consagrado a Nossa Senhora, a Mãe de Jesus Cristo. Neste mês,     havemos também de comemorar e celebrar o dia das nossas mães para dizer ao menos um “muito obrigado” a todas elas.

Temos a grande oportunidade de refletir, juntamente com a  nossa família e  a nossa comunidade, sobre a árdua mas divina tarefa de ser mãe. Ser mãe é, antes de tudo, buscar inspirar-se em Nossa Senhora na educação dos(as) filhos(as). Desde a infância lhes dá uma formação conforme os preceitos cristãos, porque este é um momento de maior influencia para a vida humana. Como afirma padre Zezinho em um de seus livros: “Há duas coisas que fazem um país maduro: boa escola e bom colo da mãe” ou então, como dizia S. João Bosco: “Dai-me mães verdadeiramente cristãs e eu fecharei as cadeias do nosso país”. Estas são grandes verdades, a verdadeira mãe não abandona a sua prole, mas no sacrifício diário busca dar-lhes uma boa formação humana e espiritual. A verdadeira mãe procura, a exemplo de Nossa Senhora, suportar na alegria e na humildade as ações dos(as) filho(as) buscando dar o melhor de si para assim formar verdadeiros(as) e autêntico(as) cristãos(ãs). Como nos conta Dom Inocêncio Lototzky o antigo bispo ucraniano de Chicago numa de suas homilias: “A mãe verdadeira é como uma vela que queima diante de um ícone, a qual vai diminuindo e sacrificando-se,  iluminando assim todo o ambiente”. Este ambiente é a vida dos(as) filhos(as) que devem ser Sabemos muito bem que todos nós viemos para este mundo por intermédio da nossa mãe. Não iniciamos o nosso caminho sem a presença dela. Por meio da nossa mãe viemos a este mundo e por meio de Nossa Senhora, a Mãe de Deus, somos guiados ao outro mundo. Pois com a Virgem Maria os nossos caminhos tornam-se muito mais suaves. Ela sabe muito bem como conduzir-nos a Jesus, a fim de que nele encontremos força e coragem para sermos ainda melhores, bons cristãos e bons cidadãos. E assim levemos uma vida digna de filhos(as) de Deus.   

Virgem Maria tornou-se a Mãe da Igreja, e Igreja somos todos nós. Por isso, ela sente fundo no coração os atos realizados pelos seus filhos(as). É aquela que cativa com o seu amor de Mãe mais do que qualquer outra criatura. Ela que soube descobrir na própria vida, aquilo que Deus havia reservado para a humanidade. Sem o seu SIM, nós não poderíamos encontrar a verdadeira felicidade.

Buscando reconhecer e agradecer por tudo o que as nossas mães têm feito por nós e seguindo as pegadas de Nossa Senhora daremos concretamente testemunho de vida cristã, a nossa vida será perfeita diante de Deus e podemos caminhar com total segurança, confiantes de que um dia seremos coroados(as) de glória pelo cumprimento fiel do nosso dever.

Que a Virgem Maria abençoe todas as nossas mães e jovens e nos conduza a seu Filho Jesus.

                                                           Mario Marinhuk

 

Igreja - Pastoral da Juventude e  grupo de Jovens

 

Todas as atividades pastorais realizadas em nossas comunidades fazem parte ou, devem ser parte daquilo que é próprio de uma comunidade de fé – Igreja, o anúncio do Evangelho a todos, através dos mais distintos meios.

A Igreja é por natureza toda ela missionária e a ação evangelizadora é dever fundamental de todos os fiéis que conscientes da própria responsabilidade devem se empenhar na obra missionária {cf. CIC 781). Sabendo das suas funções, a Igreja, como comunidade estruturada, deve apoiar todas as atividades pastorais que venham a ser desenvolvidas. O objetivo primeiro das comunidades é possibilitar o desenvolvimento da evangelização, dando suporte estrutural, espiritual, moral e financeiro.

A Pastoral da Juventude é a ação dos jovens como Igreja, um movimento que se preocupa com a formação da juventude. Quer esta levar os grupos de jovens a aprofundar e viver a fé, atuar nas comunidades, descobrir meios de transformar a realidade e assim levar os jovens fiéis a cumprir com a sua missão. A Pastoral da Juventude, juntamente com as lideranças religiosas e administrativas das comunidades, deve preocupar-se em subsidiar os grupos de jovens, dando-lhes apoio e acompanhando o seu desenvolvimento.

O grupo de jovens, como um braço forte da comunidade devidamente estruturado, atua em sintonia com as autoridades religiosas e administrativas da comunidade, pois o grupo de jovens não é independente e sim uma parte importante da própria comunidade.

As atividades desenvolvidas pela pastoral ou pelos grupos são primeiramente de cunho espiritual e formativo. A recreação e o lazer, mesmo sendo de grande importância para o grupo, ficam em segundo plano.

Fica sob a responsabilidade do grupo:

- Empenhar-se em trazer novos membros para o                          grupo.

-Promover encontros – reuniões (mensais) para estudar, debater os temas propostos pela PJU;

-Promover atividades recreativas que integrem toda a comunidade;

-Participação das atividades promovidas pela equipe coordenadora da Pastoral da Juventude ou pelos grupos de outras comunidades;

-Participar do retiro, encontro e passeio promovidos pela PJU e com colaborar com essas atividades;

-Promover atividades sociais: campanhas, visitas a hospitais, asilos, orfanatos etc..

Caro jovem, lembre-se: a Igreja de amanhã colherá os frutos das sementes que você ajuda plantar hoje. Colabore, ajude o seu grupo a crescer e a pastoral da juventude acontecer. A sua Igreja agradece.

Metodio Techy

 

Quem manda em seu coração?

      

O filósofo Martin  Buber conta que certa vez estava preparando um discurso para uma convenção quando ouviu baterem na porta de seu escritório. Um jovem de olhar perturbado perguntou-lhe se poderiam conversar. Bube disse-lhe que estva redigindo um discurso importante e que não queria ser interrompido. O jovem suicidou-se naquela noite. A vida de um jovem, cheia de potencial, foi subitamente interrompida, e ninguem se lembra do discurso de Buber.

Naquela noite a vida questionou Buber e ele respondeu que seu discurso era mais importante que a pessoa. Ele disse que sempre sentirá remorso por ter tomado aquela decisão.

Cada um de nós tem uma quantidade limitada de energia a ser despendida com pessoas e coisas. se ouvesse um mandamento na Bíblia sobre está questão, acho que seria: “Dê amor às pessoas de sua vida. Nao deixe que nada, seja dinheiro, prazer, poder, dê ordens a seu coração.” 

Sempre que nos perguntamos se teremos o suficiente, o Senhor nos assegua: “Faze de tua vida um ato de amor, e eu cuidarei de ti. Estarei contigo em todos os dias de tua vida.”

John Powell, SJ,    Por  que não viver melhor?