
Tu és meu filho amado…”
(Batismo- fonte de todas as
vocações)
Uma das primeiras coisas
que aprendemos na catequese, quando se fala de
Deus e se busca defini-Lo, é que “Deus é amor”.
Também já ouvimos algum incrédulo questionar sobre o amor de Deus. É verdade que
existem momentos da vida parecendo que Deus esqueceu-se de nós, que o Seu amor
não está presente, mas este sentimento é falso, pois o amor de Deus nunca nos
abandona, mesmo quando nós nos desviamos dele.
Você já sentiu-se
amado(a) por Deus? Já tentou imaginar o quanto Deus te ama mesmo nos momento
difíceis da vida? Nós, como batizados, não podemos perder a esperança ou deixar
de buscar sentir o amor de Deus por nós. Podemos percebê-lo nas pequenas coisas,
que muitas vezes passam despercebidas em nossas vidas ou nas grandes, mas para
perceber o amor de Deus e a Sua presença em tudo que está ao nosso alcance
precisamos parar por um momento e refletir sobre a perfeição das coisas por Ele
criadas, sobre a nossa vida, sobre a vida do meu próximo, do meu pai, da minha mãe, do meu melhor amigo, da minha melhor
amiga. Com certeza se nós conseguirmos sentir,
perceber em tudo isto o amor de Deus, tudo terá um novo sentido e em tudo e por
tudo iremos louvar e agradecer a Deus.
Uma segunda verdade que
nós aprendemos desde o princípio da catequese é que “Deus nos criou à Sua
imagem e semelhança”. Somos criaturas especiais, somos filhos de Deus.
Quando Jesus foi batizado, foram ouvidas do alto as seguintes palavras: “Tu és
meu Filho amado, em Ti está o meu agrado”( Lc. 3,22). E nós que fomos batizados com o mesmo batismo, de
Cristo com Cristo fomos
exaltados. Pois, pelo sacramento do batismo, a pessoa recebe a
graça de participar da filiação de Jesus, o Filho de Deus, tornando-se
filho(a) no Filho amado do Pai.
A mesma voz que declara
Jesus, o Filho amado, é ouvida pela pessoa que mergulha no mistério das águas do
Jordão. A partir desta experiência a pessoa está potencializada a seguir os
passos do Filho amado. Por isso, é no mistério do Jordão que se enraíza a
missão. O Espírito que unge e envia Jesus em missão, é o mesmo Espírito que
chama, unge, consagra e envia o cristão “para levar a Boa Nova aos pobres;
para proclamar a libertação dos presos e, aos cegos, a recuperação da vista;
para dar liberdade aos oprimidos..” (Lc 4,18-20). Por isso, o batismo cristão é a fonte e a
origem de todas as vocações.
Minutos de Sabedoria
Enquanto você espera pelo céu, não se esqueça
de que a terra está esperando por você.
Mantenha seus pés fixos no
chão, mas eleve sua cabeça para o céu.
Ajude a estrada que você
palmilha, tornando-a confortável para todos aqueles que lhe seguem os
passos.
Dê trabalho a seus braços,
leve consolo aos aflitos, enxugue as lágrimas dos que choram….
Você não poderá caminhar
sozinho.
Ajude a todos os que
caminham a seu lado para o mesmo objetivo: a perfeição.
( C. Torres Pastorino.
Tudo tende a renovar-se: a flor que murcha
cede lugar ao fruto, a semente que apodrece, faz germinar uma nova planta; a noite que se
encerra anuncia nova aurora.
Também o ser humano renova continuamente as
suas amizades, sua capacidade de amar e servir. O casal que renova seu amor
dia-a-dia, o pai e a mãe que diariamente protegem o filho, a professora que
educa com todo o cuidado.
Mais do que em
qualquer outra época, o homem hoje está em busca de si mesmo, de
sua verdadeira imagem e origem. Precisa de renovação interior que o oriente para
o sentido último de sua existência aqui na terra
As pessoas e as coisas morrem
quando
perdem a capacidade de renovar-se. A renovação constitui o
princípio fundamental da vida. Oxalá que a nossa relação e amizade com Cristo se
renove a cada dia, para que, imbuídos do seu espírito, possamos “renovar a face
da terra” (Cf. Sl 104) Um conselho de amigo
Temos muito o que fazer
na vida, pois o tempo é precioso e se vacilarmos teremos conseqüências que não
desejamos. Na vida tudo que passamos se torna história, e para que essa história
seja bem elaborada é necessário as vezes tornar-se algo
minúsculo para adquirir maior confiança e acima de tudo preservar a identidade a
qual
temos.
Quem muito recebeu,
muito terá que dar, e para que isso aconteça é necessário doação de si, e o mais
importante, saber reconhecer aqueles que pouco receberam, pois não tiveram a
mesma oportunidade que nós.
Se na vida você é um vencedor, agradeça e
ajude para que seus próximos também sejam como tu, fazendo isto você já terá
recompensas e alcançará muitos méritos em sua vida futura. Pense se isto vale
para você e comece a andar.
Agosto: mês das vocações
O mês de agosto é dedicado especialmente
às vocações. Toda vocação deve ser vivida a cada dia com alegria, tanto
em família, como na comunidade ou sociedade para glorificar a Deus e alcançar a
santificação.
Vocação é um chamado especial de Deus às
pessoas de boa vontade. Ao falarmos em vocação sacerdotal, religiosa, missionária, matrimonial e tantas outras,
corremos o risco de confundir a essência da vocação com os diversos modos de
vivê-la.
Ainda há pessoas que pensam que vocação é
para os padres e irmãs. Mas não é bem assim: vocação é o chamado de Deus para
uma missão específica. Deus nos chama a todo o momento, nos convida a
participarmos de sua Igreja Evangelizadora como verdadeiros
cristãos.
O chamado do Pai exige uma escuta e uma
resposta. Ele nos chama de várias maneiras: Vocação Sacerdotal: serve por
meio do anúncio do Evangelho, administrando os sacramentos; Vocação
religiosa: vida em comunidade, praticando os conselhos Evangélicos;
Vocação Matrimonial: vida em família, pois o casamento também é uma
vocação escolhida por Deus; Vocação Ministerial ou Leiga: serve
com diversos trabalhos na comunidade, como nossos catequistas, ministros,
agentes de pastoral e vários outros ministérios e
atividades.
A resposta à Vocação é um gesto de amor e não
há maior amor do que aquele que dá a vida pelos irmãos. Jesus Cristo tanto amou
que se entregou numa cruz por cada um de nós.
É necessário lembrar que vocação é um chamado
feito por Deus. É Ele quem toma a iniciativa de chamar a cada um de seus filhos
para uma vocação específica. Porém, esta especificidade
vocacional, geradora da maravilhosa diversidade de vocações, é oriunda da
primeira vocação, do chamado à santidade. Todo ser humano, independente do seu
nível sócio-cultural-econômico, da sua raça ou religião, é chamado no seu íntimo
à santidade. “Sede santos como vosso Pai celeste é Santo” (Mt 5, 48).
Cabe a nós,
iluminados pelo Espírito
Santo, discernir qual o modo que Deus escolheu para vivermos a santidade. As diferentes vocações não nos faz melhores ou piores, mas a
nossa busca pela santidade, mesmo que inconsciente, nos torna iguais em
dignidade humana e filiação divina.
Enfim, o mês de agosto é um tempo especial de
reflexão sobre a importância das vocações. Aproveitemos esse tempo para, à luz
da Palavra de Deus, refletirmos sobre a nossa vocação cristã. Somos chamados
para seguir a Cristo. Ser cristão é responder a este chamado com fé e
coragem.
Por Luis
Caciano
As mãos de meu
pai
As tuas
mãos tem grossas veias
como cordas azuis sobre um fundo de manchas já da cor da
terra
-como são belas as tuas
mãos pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram da nobre cólera dos
justos…
Porque há tantas mãos, meu
velho pai, essa beleza que simplesmente se chama vida.
E, ao entardecer, quando
elas repousam nos braços de tua cadeira predileta, uma luz parece vir de dentro
delas…
Virá dessa chama que pouco
a pouco, longamente, vieste alimentando na terrível solidão do mundo, como quem
junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah! Como os fizestes
arder, fulgir, com o milagre de tuas mãos!
E é, ainda, a vida que
trasfigura as tuas mãos nodosas… essa chama de vida –
que transcende a própria vida… e que os anjos, um dia, chamarão de
alma.
(Mário Quintana)
A criança tem de brincar. Não tem tempo.
O menino tem de fazer seus deveres e muito esporte para crescer sadio.
Não tem tempo. Os recém-casados têm sua casa, é preciso arrumá-la. Não têm
tempo. Os pais de família…já têm bastante que fazer com
os filhos. Não tem tempo.
É possível que você também
escute de muitos jovens cristãos que apresentam a mesma razão para não ir à
missa: “Não tenho tempo”. Você mesmo talvez tenha dito mais de uma vez: “Não
tenho tempo para ir à missa”; “Se eu tivesse tempo, talvez
fosse”.
Você concordará
comigo, em seguida, amigo,
que isso de “não tenho tempo” é um autêntico clichê.
É verdade que conciliar o
estudo, ou trabalho, e algumas das atividades extra-escolares ou à margem do
trabalho que você tem podem fazê-lo ficar de cabeça quente. É verdade que você
está muito ocupado nesta sociedade, cruelmente
competitiva, em que, uma vez atingida uma meta, são-lhe exigidas outra e
outra, até extrair todo o seu suco intelectual.
Entendo que, dadas as suas
múltiplas ocupações, você tenha motivos de sobra para dedicar os fins de semana
a divertir-se, a descansar, ou simplesmente a não fazer
nada.
Mas reflita alguns
segundos. No fundo de sua
expressão – “Não tenho tempo para ir à missa” – subjaz
que para você “ir à missa” é algo que não entra na programação de seu tempo. É
uma “perda de seu tempo”.
Deus, a vigésima quinta hora? Todas as pessoas, nós, sem excessão, dispomos do esmo tempo a cada dia: vinte e quatro
horas. Ninguém mais, ninguém menos. E as empregamos naquilo que nos parece mais
conveniente para a nossa vida. Hierarquizamos nosso tempo de acordo com os
nossos valores: “Estas horas para minha família”, “Estas para meus estudos”,
“Estas para minha turma”,
“Estas para…” Quando já
não restam mais horas, descartamos o resto das ofertas que se apresentam a
nós.
Poderíamos formular este
axioma, “dizer”: “Diga-me em que você emprega o seu tempo e eu lhe direi
o que para você é o mais importante”.
Sempre se encontra tempo
para fazer aquilo de que se gosta e em que se tem interresse. Temos tempo para passear com nosso cônjuge, para
ir ao cinema, para reunir-se com os amigos, para praticar esportes…..
Eis a pergunta que você
pode fazer-se: Por que não tenho tempo para ir à missa? Você tem então de
formular-se o tema: Por que não tenho tempo para Deus, para me encontrar com
Jesus, para estar com a minha comunidade, para fortalecer minha fé, para renovar
minha vida e torná-la coerente, depois dos problemas da semana? Por que Deus
ocupa a vigésima quinta hora de meu tempo, a hora à qual nunca posso
chegar?
Não é preciso dar-lhe mais
espaço. Você não ignora que a razão que apresenta para justificar sua ausência
da eucaristia do domingo não se sustenta. Não convence a você mesmo. Tem o valor
dessas raquíticas moedas que se quer pegamos quando nos caem ou quando
nos são devolvidas. Uma hora semanal não é nada para quem crê que sua vida e sua
felicidade vêm da mão de Deus.
Mas permita-me acrescentar
algo, já indicado antes. A fé é uma planta fraca que, se não rego e não lhe
dispenso cuidados, como cuido e acarinho meu cônjuge ou meu grupo de amigos, vai
secando e termina por morrer. Quando não dedicamos tempo às coisas que nos são
mais queridas, numa primeira fase passam a ocupar um lugar secundário em nossa
vida e, mais tarde, desaparecem dela.
O cristão medianamente
comprometido com sua fé e que deseja vivê-la com elegância deve saber reservar
tempo para a eucaristia, tal como reserva tempo para tudo o que ama e tem
sentido para ele.
fonte:
A missa me dá tédio. autor: Jairer M. Suecun
Um Amigo...
É preciso ter um
amigo.
Um amigo que chore pela
gente e que ria também.
Um amigo que seja sincero,
sinceridade é tudo.
Um amigo que sinta nossa
dor e que nos console.
Um amigo que sinta
felicidade e que faça parte dela.
Um amigo que seja o que
ele é, sem máscaras e sem capas.
Não é necessário ele ser
excelente e sim de ser verdadeiro.
Um amigo de idéias puras e
às vezes maliciosas.
Um amigo que sabe tudo a
nosso respeito e não tem vergonha de ser nosso amigo.
Um amigo que nos deseje o
bem sem olhar o que fazemos.
Esse amigo todo mundo
procura, sabem que ele existe.
Talvez seja Você!!!!!!!